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10/11/2008, por Paulo Sergio Correia
LEDs: o futuro dos displays LCD






A reduzida espessura dos displays, que consagrou a venda dos plasmas no início, volta a ser foco da batalha entre os fabricantes. Pode-se dizer que, entre as especificações (e aqui falamos também de itens como contraste e tempo de resposta), a espessura ainda é o ponto de maior destaque para o consumidor. A nova geração de LCDs traz telas mais finas e com maior contraste dinâmico, que geram imagens mais reais. Nesse sentido, a substituição das lâmpadas CCFL (Cold Cathode Fluorescent Lamp) pelos LEDs (Light-emitting Diodes) permite reduzir a espessura dos televisores e o tempo de resposta, promovendo o controle da emissão de luz em frações de segundo.

Num display LCD convencional, o conjunto que forma o
backlight é composto por uma ou várias lâmpadas
fluorescentes num sistema de refletores, próprio para deixar
a iluminação mais uniforme. Esse conjunto, além de iluminar
áreas maiores e ocupar muito espaço, não permite um
controle eficiente da intensidade da luz, devido ao lento
tempo de resposta da lâmpada.

Para se conseguir variações da intensidade da luz nos
pixels que compõem as imagens, cada display atua de uma
forma. Nos LCDs, cada pixel trabalha como uma “torneira de luz”. Quando fechada, a luz não fica totalmente bloqueada,
dando a sensação de um preto acinzentado.


Além de diminuir a espessura das telas (algumas chegam a cerca de 10mm), o uso de LEDs no lugar das lâmpadas como backlight nos displays LCD proporciona tempo de resposta menor. Através de circuitos especiais, é possível controlar a variação do brilho “instantaneamente”, de acordo com a cena exibida. A luminosidade é reduzida nas seqüências mais escuras e aumentada nas mais claras.



Esse processo é monitorado por processadores que analisam o conteúdo das linhas e dos quadros subseqüentes. Basta detectar áreas escuras para que a iluminação do backlight seja reduzida, minimizando a deficiência do LCD. Dessa forma, os LEDs funcionam como um backlight dinâmico, que amplia o contraste e pode ser utilizado no controle da uniformidade, compensando a não linearidade de resposta dos pixels.



A tecnologia de LED não é muito recente; foi apenas aprimorada em sua nova geração. Os diodos agora são menores, mais brilhantes e econômicos no consumo, o que vem contribuindo para melhor performance (e estética) dos equipamentos.

A tendência é reduzir a espessura dos TVs LCD, deixando-os cada vez mais parecidos com quadros (como os pequenos displays OLED). Os novos displays concentram apenas os drivers e circuitos indispensáveis para a formação das imagens. O restante - circuitos de processamento, conexões e painel de controle.- é alojado num módulo à parte.

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Nessa guerra do display mais fino, a Panasonic, que sempre defendeu o plasma, lançou a nova linha NeoPDP. Com espessura inferior à dos plasmas convencionais – falamos de 24,7mm (2,47cm) para uma tela de 50” - esses novos modelos atingem até 150” (clique aqui para ver o vídeo). Disposta a reforçar os negócios com plasma, a Panasonic firmou um acordo para fornecimento dos displays para a Pioneer, que atualmente possui a linha Kuro. Essa série divide com a Viera, da Panasonic, o reconhecimento dos especialistas no quesito melhores plasmas da atualidade.

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Na maior feira de eletrônicos da Europa, a IFA 2008, realizada em Berlim no final de agosto, fabricantes como LG, Philips, Samsung e Sharp demonstraram displays muito finos. O campeão foi um LCD da Sony com 40” e 9,9mm de espessura (KDL-40ZX1). Nesse modelo, os LEDs não ficam exatamente atrás do LCD, mas nos quatro cantos. Através de dispositivos ópticos, a luz é distribuída uniformemente por toda a tela.

Tantas novidades de diversas marcas mostram que a guerra da espessura deve movimentar o mercado de TVs LCD daqui para frente. Sendo assim, entramos de vez na era do “quanto mais fino, melhor”.

*Texto publicado originalmente na revista HOME THEATER & CASA DIGITAL






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